Salariômetro?!?


O Governador de São Paulo, José Serra, lançou no dia 24/02 um site que mostra o salário médio praticado de acordo com a profissão. O Salariômetro, nome dado ao projeto por motivos óbvios, possui alguns filtros que permitem saber, por exemplo, o salário pago há um Analista no Brasil inteiro, ou é um estado e cidade específicos. Existem outros filtros como cor, sexo, idade, setor e escolaridade.

A idéia é interessante e se baseia nas informações que as empresas são obrigadas a passar para o governo. A grande questão é que ele não mede a informalidade e as “formas de contratação alternativas”.

Uma pesquisa, por exemplo, por Analista de Sistemas (Identificado no Salariômetro por Analista de Desenvolvimento de Sistemas), na cidade de São Paulo, SP, setor de serviços e escolaridade ensino superior completo; resulta em R$ 2.969,00. Alterando apenas a função para Programador, o resultado é R$ 2.177,00.

Mostro abaixo um quadro com médias de pretensão salarial, extraído de todos os currículos que a ASTL recebeu no ano de 2009 (algo em torno de 5 mil currículos).

FunçãoCLTContrato PJ
Analista de Sistemas SêniorR$ 5.952,00R$ 7.872,00
Analista de Sistemas PlenoR$ 3.234,00R$ 4.634,00
Programador SêniorR$ 3.350,00R$ 4.891,00
Programador PlenoR$ 2.380,00R$ 3.980,00

Posso afirmar que não são apenas pretensões salariais; elas de fato tornam-se salários. Outra fato que agrupei as funções de forma geral, sem especificar a área de conhecimento. Isolando programadores e arquitetos Java, por exemplo, fariam as médias crescerem pelo menos 35%.

Com base nesses números fica clara a extensão da informalidade e a necessidade de uma reforma tributária e da CLT. Claro que estou tratando aqui do setor de Tecnologia e o nicho de desenvolvimento de sistemas; mas acredito que de uma forma geral essa situação esteja repetida em todo o mercado.

Infelizmente o Brasil aceita e convive com certas condições de forma calada, sem grandes movimentos para que as coisas mudem.

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  1. #1 by Marcos Riso on 16 de junho de 2010 - 16:18

    Certamente a carga tributaria excessiva acaba levando os trabalhadores à informalidade – e deixando as empresas sem opção.

(não será publicado)