A crise chegou não como uma marolinha, mas como uma verdadeira neblina. Até semana passada o clima era de incerteza em relação ao mercado e negócios futuros. O medo e o receio tomaram conta das mesas de reuniões. Os mais ousados faziam previsão de no máximo 60 dias.
Sinceramente acredito que a crise no Brasil foi de certa forma confundida em parte com o recesso das festividades do final do ano, férias e carnaval; época característica de baixa no mercado de uma forma geral. O jornal de hoje traz o resultado do comércio: alta pelo segundo mês consecutivo. O segmento de embalagens, considerado um dos termômetros da indústria, voltou a contratar e as vendas mostram crescimento no primeiro trimestre quando comparado ao mesmo período do ano passado.
De qualquer forma demissões aconteceram, contratos deixaram de ser fechados e o medo e a incerteza foram plantados no mercado de uma forma desnecessária. Obviamente a crise existiu de fato para o mercado financeiro e stakeholders dessas instituições. Os demais mercados foram afetados em menor escala, diretamente ou indiretamente, por vezes até de forma insignificante.
Nos Estados Unidos o clima ainda é um pouco tenso, mas com sinais muito significativos de reaquecimento da economia. Um dos fatores que me leva a crer que os ciclos econômicos tendem a ser menores e mais freqüentes porem menos intensos. Culpa da globalização, da tecnologia, da mídia? Todos.
Fato, o primeiro semestre foi praticamente anulado. Outro fato, agora é hora de trabalhar pensando no segundo semestre. Março e Abril foram meses para geração de Leads e Oportunidades, acredito que Maio e Junho serão meses de muitas reuniões, discussões e avaliações para fechamento de novos negócios.
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