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Complexo de Second Life: Tecnocídio

Existe uma enxurrada de matérias, artigos e enquetes matando as tecnologias, costumes ou mesmo tecnologia matando outra tecnologia. Parece-me uma sede sem sentido de gerar audiência polemizando e difundindo uma informação equivocada.

A televisão não matou o rádio, a internet não matou a televisão ou jornal, o Kindle e o Ipad não matarão o livro, as mensagens instantâneas não mataram o e-mail e nem o telefone foi assassinado pelo celular. Essas são as verdades que não são ditas.

O verdadeiro Tecnocídio acontece quando certos países entram em caminhos de quebrar a privacidade dos que utilizam determinada tecnologia em função de uma causa.

O Tecnocídio tão anunciado não é o retrato da verdade.

O fato mais recente é a proibição do uso do sistema da Blackberry de troca de mensagens. As mensagens enviadas pelo aparelho são totalmente criptografadas e sua segurança é tão reconhecida que o presidente dos estados unidos, Barack Obama, utiliza-o para trocar mensagens confidencias em sua rotina de trabalho. O motivo alegado pelos países envolvidos é a segurança nacional, chegam a mencionar que ataques terroristas foram comandados através das mensagens criptografadas. Não esqueça que um sistema de troca de mensagens com criptografia pode ser desenvolvido utilizando a Internet sem muitos recursos.

Outra forma de Tecnocídio é quando uma tecnologia interfere na vida de seu usuário de tal maneira que a tecnologia tende a ser exterminada se algo não mudar. O caso da GOL é um exemplo; a empresa investiu pesado em um sistema Alemão para controlar a grade de funcionários. Porém o sistema não respeitou a cultura e as leis do Brasil e acabou causando um enorme transtorno, com vôos atrasados e muitos outros cancelados, deixando de alocar equipes para atender os vôos já programados. Neste caso a companhia aérea deveria ter adquirido um software nacional ou contratado uma fábrica de software para desenvolver o sistema sem quebrar a cultura da própria empresa e as leis do país.

O surgimento de uma nova tecnologia não é o fim de outra, mesmo nos casos de evolução. Uma nova tecnologia pode ser um novo meio, conceito ou quebra de paradigma, mas jamais uma arma contra seus pares. O uso ou não de uma tecnologia está diretamente ligado as preferências, culturas e costumes dos seus usuários; afinal de contas quem não conhece os defensores do disco de vinil, os amantes dos filmes 8m, os admiradores do rádio, do ICQ entre outras plataformas e tecnologias do passado.

Porque o termo “Complexo de Second Life”? Leia aqui.

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Qual o melhor Cloud Computing no Brasil? Nuvem aqui é fumaça.

O Cloud Computing chegou no Brasil como a Fórmula Indy, alardeado na mídia e promovido pelas grandes empresas interessadas. Na hora da largada, aquele momento onde você passa o cartão de crédito, vêm a surpresa e a decepção acompanhadas do doce-amargo sabor da verdade: fui enganado e só vi poeira.

Claro que essa sensação é para os técnicos. Os leigos simplesmente compram o frango e guaraná e pensam que levam um bacalhau e uma Clericot.

Cloud Computing no Brasil é Fumaça

O que é Cloud Server?

CloudServer nada mais é do que a evolução dos servidores virtuais. Uma cloud tem como características básicas e fundamentais: espaço em disco ilimitado e capacidade de crescimento ou diminuição do processamento e memória RAM de forma instantânea.

A história resumida do Cloud Computing

Os servidores virtuais antes eram limitados ao seu próprio tamanho e para modificar era necessário fazer um novo deploy. A VMWare, umas das grandes de tecnologia em virtualização, colocou a equipe de engenharia para trabalhar e lançou um upgrade onde é necessário apenas o reboot do servidor. Além disso, os servidores virtuais passaram a armazenar suas informações em storages e então surgiu o CloudServer.

Cloud Computing fora do Brasil

Hoje a GoGrid é, sem sombra de dúvidas, a referência em Cloud Computing. Sua tecnologia permite que você administre a nuvem em uma interface simples, amigável, totalmente web 2.0. Com o arrastar do mouse é possível realizar o deploy de servidores virtuais e dedicados (físicos), criar storages (armazenamento) e ainda realizar Load Balancing com os servidores da nuvem; tudo em poucos minutos e cliques.

O mais interessante é que você paga pelo que você usa. Não há mensalidade fixa e o preço é justo e muito inferior ao praticado no Brasil. Existem alguns pacotes mensais que reduzem o custo e valem a pena também quando você tem dimensão mínima de quanto vai consumir.

Claro que não seria possível praticar os preços de lá aqui em nosso país, que alem de não produzir a tecnologia de hardware necessária, cobra impostos altíssimos. Porém em se tratando de software, o Brasil tem condições e potencial para oferecer o melhor é nesse ponto que começamos a história de ficção.

A Realidade Brasileira

No Brasil, o cloud computing é tratado como hospedagem. Você paga uma mensalidade por um pacote, que às vezes pode ser personalizado. O deploy de servidores demora em torno de 3 dias e é feito mediante a solicitação de serviço (Chamados). O valor é um pouco salgado, dado os impostos praticados sobre os equipamentos importados, já que o Brasil não fábrica a tecnologia, tão somente, às vezes, monta as peças chegadas do exterior.

Enquanto no modelo estrangeiro você consegue ter desempenho dinâmico, ou seja, se você por acaso tiver uma demanda inesperada na sua aplicação, em 10 minutos você terá quantos servidores quiser a disposição e funcionando para suportar a nova demanda. No modelo Brasileiro, você abre um chamado e aguarda pacientemente ou liga na central de atendimento esmurrando virtualmente o primeiro atendente e implorando por uma solução mais rápida.

Normalmente esse mesmo atendente irá sugerir que você simplesmente aumente a capacidade do seu servidor virtual e dê um reboot para que as alterações entrem em vigor. O que não faz sentido algum, pois quando a demanda inesperada esgotar você ficou com a conta mais gorda para pagar no final do mês. Enquanto no modelo estrangeiro você simplesmente remove o servidor virtual extra com um clique e paga pelas horas que de fato utilizou.

Lembrando que disponibilidade faz-se verdadeiramente elevando o número de entradas (servidores) e não da capacidade individual de um servidor; e posteriormente atrelando-se a um Load Balance para equalizar as demandas por servidor.

Pois bem, no Brasil Load Balance ainda é coisa do futuro, não vi e não encontrei nenhuma empresa de hosting que ofereça. Ou seja, Load Balance? No Brasil? Monte uma estrutura dedicada e compre o equipamento você mesmo.

Além disso, as principais fabricantes para Cloud Computing (Intel e VMWare) disponibilizam APIs para desenvolvimento de aplicações de gerenciamento do hardware. Pergunte-se agora porque então as maiores empresas de hosting que oferecem esse serviço não tem um painel onde você mesmo pode fazer o deploy da sua infra-estrutura. A resposta é simples, é mais fácil desenvolver um painel que envia um e-mail ou abre uma OS no helpdesk do que contratar uma fábrica de software e oferecer um serviço de qualidade para o cliente final. Além disso, é mais “vantajoso” colocar um caminhão de dinheiro na mídia (TV, Radio, Revista e Jornal) do que oferecer tecnologia e flexibilidade ao cliente.

Essa semana visitei uma empresa brasileira que esta desenvolvendo uma solução muito parecida com a GoGrid. Se de fato oferecem as mesmas condições ou próximas a isso como as estrangeiras, serei o primeiro a anunciar. Mas por enquanto não recomendo a contratação de Cloud Computing no Brasil.

A “tecnologia do futuro” ainda é futuro no Brasil.

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Fui Ameaçado

Antes que saia na impressa boatos ou histórias mal contadas gostaria de relatar um problema que vêm acontecendo desde a publicação do post “Qual a melhor ferramenta de e-mail marketing?”;

Venho sendo ameaçado de todas as formas possíveis. As acusações em geral são de que não fui imparcial e que a pesquisa foi comprada ou patrocinada pela empresa vencedora, a Dinamize ou que dei favorecimento, pois tenho certo nível de relacionamento com o Jonatas Abbott, um dos sócios da referida empresa.

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Salariômetro?!?

O Governador de São Paulo, José Serra, lançou no dia 24/02 um site que mostra o salário médio praticado de acordo com a profissão. O Salariômetro, nome dado ao projeto por motivos óbvios, possui alguns filtros que permitem saber, por exemplo, o salário pago há um Analista no Brasil inteiro, ou é um estado e cidade específicos. Existem outros filtros como cor, sexo, idade, setor e escolaridade.

A idéia é interessante e se baseia nas informações que as empresas são obrigadas a passar para o governo. A grande questão é que ele não mede a informalidade e as “formas de contratação alternativas”.

Uma pesquisa, por exemplo, por Analista de Sistemas (Identificado no Salariômetro por Analista de Desenvolvimento de Sistemas), na cidade de São Paulo, SP, setor de serviços e escolaridade ensino superior completo; resulta em R$ 2.969,00. Alterando apenas a função para Programador, o resultado é R$ 2.177,00.

Mostro abaixo um quadro com médias de pretensão salarial, extraído de todos os currículos que a ASTL recebeu no ano de 2009 (algo em torno de 5 mil currículos).

FunçãoCLTContrato PJ
Analista de Sistemas SêniorR$ 5.952,00R$ 7.872,00
Analista de Sistemas PlenoR$ 3.234,00R$ 4.634,00
Programador SêniorR$ 3.350,00R$ 4.891,00
Programador PlenoR$ 2.380,00R$ 3.980,00

Posso afirmar que não são apenas pretensões salariais; elas de fato tornam-se salários. Outra fato que agrupei as funções de forma geral, sem especificar a área de conhecimento. Isolando programadores e arquitetos Java, por exemplo, fariam as médias crescerem pelo menos 35%.

Com base nesses números fica clara a extensão da informalidade e a necessidade de uma reforma tributária e da CLT. Claro que estou tratando aqui do setor de Tecnologia e o nicho de desenvolvimento de sistemas; mas acredito que de uma forma geral essa situação esteja repetida em todo o mercado.

Infelizmente o Brasil aceita e convive com certas condições de forma calada, sem grandes movimentos para que as coisas mudem.

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Qual a melhor ferramenta de E-mail Marketing?

Costumo encerrar cada semestre com algum estudo ou pesquisa desenvolvida a respeito de alguma tecnologia que está em evidência ou cuja seja geradora de dúvidas em reuniões do meu dia-a-dia. A pergunta título do Post foi feita a mim algumas centenas de vezes no decorrer de 2009 em reuniões de projetos por clientes e parceiros ávidos por essa necessidade. Como não indico ou recomendo nada sem ter certo conhecimento, ao longo do último semestre desenvolvi um benchmark com as principais ferramentas disponíveis no mercado.

Para a minha surpresa, a ferramenta Top 1 é nacional e gaúcha. É importante dizer que não estou sendo patrocinado por nenhuma das ferramentas apresentadas e não fui influenciado pela nacionalidade da ferramenta nem seu Estado de origem. Pelo contrário, confesso que quando comecei tinha todos os preconceitos possíveis em relação às tecnologias nacionais existentes.

Observações Gerais

Este estudo não tem um rigor científico e trata-se de um benchmark realizado principalmente pela ótica de consumidor. Os parâmetros que usei para estabelecer o Ranking são auto-explicativos pelo seu nome e pelas observações que fiz.

Outros critérios como preço, tecnologia e inovação não foram considerados pois o objetivo é determinar a melhor ferramenta de e-mail marketing para o uso no dia-a-dia corporativo.

Ferramentas Analisadas

As ferramentas escolhidas para realizar o benchmark foram escolhidas principalmente pela sua notoriedade e história (tempo de existência). É sabido que hoje existem mais de 500 ferramentas disponíveis na Internet, neste caso como pré-requisito foram adotadas apenas as ferramentas pagas e onde o disparo pode ser realizado pela Web sem a necessidade de um programa instalado na máquina do utilizador.

A ordem apresentada acima não segue nenhuma regra de ordenamento e não é a classificação final desta avaliação.

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Voei de Azul

Feriado de Corpus Christi e uma agenda cheia em outra capital; aqui inicia um relato de uma experiência que antecipo e resumo como fantástica e que vale analisar não só com olhos de consumidor, mas também com os de empreendedor: viajar com a Azul Linhas Áreas. Esta última visão vale para analisar e perceber como os detalhes e os menores fatores podem influenciar a qualidade total de um serviço prestado.

Azul - Embraer 190

Confesso que não escolhi, fui obrigado pelas circunstâncias a escolher a Azul, principalmente pelo horário do vôo permitir a execução da minha agenda de compromissos pré-estabelecida. O trecho em questão foi São Paulo (Campinas) a Porto Alegre, ida e volta.

Também tenho que confessar que quando recebi a notícia de que a companhia seria Azul a primeira lembrança foi “Terei que ir de São Paulo a Campinas”. Acredito que foi a partir deste instante que as surpresas começaram a surgir uma após a outra. Liguei pessoalmente para a Central de Atendimento da companhia com o intuito de informar-me sobre como chegar até o aeroporto de Viracopos em Campinas. Além da educação e agilidade da atendente – raros fatores presentes nos SAC da maioria das empresas – fui informado de um ônibus que sai em intervalos curtos de tempo de três pontos distintos em São Paulo. O que me levou a optar por essa opção foi o fato de o ônibus sair muito próximo ao escritório da ASTL.

Translado

Ao chegar ao ponto de partida do ônibus, fui surpreendido por um motorista extremamente bem informado, educado e atencioso. O veiculo novo, extremamente confortável com acesso a internet banda larga via wireless. Com pontualidade britânica partimos em direção ao aeroporto.

Check-in

Chegamos com um pouco de atraso no aeroporto, em função do transito de São Paulo, mas sem prejudicar o horário limite de check-in. Mais uma surpresa. Existem totens onde você pode fazer seu check-in (mesmo com bagagem para despachar). Nele você informa seus dados,  escolhe seu assento no avião e imprime o bilhete. Feito isso, existe um balcão especialmente para realizar os despachos das bagagens dos passageiros que realizaram o check-in pelo totem. A opção de check-in convencional também esta disponível. Não passei por fila, fiz o check-in em menos de 5 minutos e ainda tive tempo de tomar um café antes de embarcar. Acredito que a TAM, GOL e demais companhias irão copiar este sistema em breve.

O Avião

Entrei no avião, recebi um lencinho umedecido para as mãos e um copinho d’água acompanhado de sorridentes comissários desejando boas-vindas. Vale ressaltar que recebi isso na porta do avião como um sinal de boas vindas claro e simpático.

Dirigi-me até minha fileira, no caminho percebi que as fileiras eram maiores do que estava acostumado a ver nas aeronaves de outras companhias. Ao sentar, percebi que podia pela primeira vez cruzar as pernas sem que meus joelhos ficassem prensados contra as costas do passageiro da frente – sem pagar nada mais por isso. Se você quiser um pouco mais de espaço, as primeiras fileiras do avião têm um espaço ainda maior, por elas você paga cerca de R$ 30,00 a mais – achei justo, afinal trata-se de um conforto extra. Não fiz essa opção, sentei nas fileiras “comuns”, tenho 1,90m de altura e me senti extremamente confortável.

Deixo registrado também meus parabéns pela Embraer pela aeronave, modelo 190; moderna, espaçosa e um interior extremamente confortável. A Azul merece os parabéns por ter escolhido aviões brasileiros para operar, a única a fazer isso em grande escala para vôos domésticos no Brasil. Valoriza o produto nacional e gera riqueza para nosso país. Admirável.

O vôo e o serviço de bordo

Não tenho do que reclamar do serviço de bordo. Poderia ser melhor, sim, sem qualquer sombra de dúvidas. Porém analisando o custo, benefício e tempo de vôo os Snacks oferecidos são fantásticos. As bebidas têm marcas conhecidas – quem voou na extinta BRA, na Webjet e nos primórdios da GOL sabe porque digo “conhecidas” – e sempre há opções entre sucos, refrigerantes, água e café. Detalhe, tudo a vontade e servidos com muita atenção e prazer estampado nos sorrisos dos comissários.

Alguns detalhes. Os Snacks não são servidos naqueles tradicionais carrinhos e sim em agradáveis cestas onde você mesmo pode escolher o que deseja. Parece uma besteira, mas além de poder escolher e servi-se a vontade nesta modalidade é possível ir ao banheiro sem atrapalhar o serviço de bordo.

Outro detalhe, todas aquelas frases que se repetem em todos os vôos como “Não é permitido fumar…”, “Não é permitido o uso de …” são iniciadas com uma simpática frase “Você já sabe, mas não custa lembrar…”.

Desembarque

Para finalizar o kit surpresa da Azul, o avião pousou pontualmente em Porto Alegre. Fui um dos primeiros a descer da aeronave e chegar à área de recuperação de bagagens. Eis a surpresa, as malas já estavam na esteira, não esperei seque um segundo para pegar minhas bagagens e me dirigir até o saguão.

Detalhes, surpresas e quebra de paradigmas

A experiência de ter voado pela Azul quebrou preconceitos meus contra a Embraer, contra ter que deslocar-me até outra cidade para embarcar e enfrentar uma nova companhia sem histórico no Brasil.

Infelizmente toda essa surpresa só foi possível porque estamos acostumados com companhias áreas que perderam o respeito e a vontade de atender bem seus clientes. Por outro lado, é bom ver que isso pode mudar totalmente em pouco tempo devido a ameaça que a Azul tende a oferecer aos seus concorrentes. Não se trata de uma empresa focada apenas em passagens baratas. A Azul respeita seus clientes, os trata com dignidade e oferece um serviço exemplar e diria até que perfeito pelo custo da passagem.

Como empreendedor vejo que os detalhes na prestação dos serviços é um dos meios pelos quais os consumidores formam a imagem e opinião a respeito de uma marca, empresa ou produto. Mais do que necessário, cada detalhe é crucial para o fator sucesso das empresas.

Continuarei na batalha para que as empresas percebam a necessidade dos detalhes em seus projetos, no atendimento dos seus clientes e na concepção de seus produtos e serviços.

Vale lembrar que a Azul ainda não é cliente da ASTL, muito menos investiu qualquer centavo para a publicação deste post. Trata-se apenas de um relato espontâneo para valorizar as empresas que apostam e caminham pelas vias do sucesso mesmo que contrariadas pelos paradigmas do mercado.

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Chega de Crise

Chega de CriseA crise chegou não como uma marolinha, mas como uma verdadeira neblina. Até semana passada o clima era de incerteza em relação ao mercado e negócios futuros. O medo e o receio tomaram conta das mesas de reuniões. Os mais ousados faziam previsão de no máximo 60 dias.

Sinceramente acredito que a crise no Brasil foi de certa forma confundida em parte com o recesso das festividades do final do ano, férias e carnaval; época característica de baixa no mercado de uma forma geral. O jornal de hoje traz o resultado do comércio: alta pelo segundo mês consecutivo. O segmento de embalagens, considerado um dos termômetros da indústria, voltou a contratar e as vendas mostram crescimento no primeiro trimestre quando comparado ao mesmo período do ano passado.

De qualquer forma demissões aconteceram, contratos deixaram de ser fechados e o medo e a incerteza foram plantados no mercado de uma forma desnecessária. Obviamente a crise existiu de fato para o mercado financeiro e stakeholders dessas instituições. Os demais mercados foram afetados em menor escala, diretamente ou indiretamente, por vezes até de forma insignificante.

Nos Estados Unidos o clima ainda é um pouco tenso, mas com sinais muito significativos de reaquecimento da economia. Um dos fatores que me leva a crer que os ciclos econômicos tendem a ser menores e mais freqüentes porem menos intensos. Culpa da globalização, da tecnologia, da mídia? Todos.

Fato, o primeiro semestre foi praticamente anulado. Outro fato, agora é hora de trabalhar pensando no segundo semestre. Março e Abril foram meses para geração de Leads e Oportunidades, acredito que Maio e Junho serão meses de muitas reuniões, discussões e avaliações para fechamento de novos negócios.

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