Complexo de Second Life: Tecnocídio
Posted by Willian Corrêa in Mercado, Opinião on 6 de agosto de 2010
Existe uma enxurrada de matérias, artigos e enquetes matando as tecnologias, costumes ou mesmo tecnologia matando outra tecnologia. Parece-me uma sede sem sentido de gerar audiência polemizando e difundindo uma informação equivocada.
A televisão não matou o rádio, a internet não matou a televisão ou jornal, o Kindle e o Ipad não matarão o livro, as mensagens instantâneas não mataram o e-mail e nem o telefone foi assassinado pelo celular. Essas são as verdades que não são ditas.
O verdadeiro Tecnocídio acontece quando certos países entram em caminhos de quebrar a privacidade dos que utilizam determinada tecnologia em função de uma causa.

O Tecnocídio tão anunciado não é o retrato da verdade.
O fato mais recente é a proibição do uso do sistema da Blackberry de troca de mensagens. As mensagens enviadas pelo aparelho são totalmente criptografadas e sua segurança é tão reconhecida que o presidente dos estados unidos, Barack Obama, utiliza-o para trocar mensagens confidencias em sua rotina de trabalho. O motivo alegado pelos países envolvidos é a segurança nacional, chegam a mencionar que ataques terroristas foram comandados através das mensagens criptografadas. Não esqueça que um sistema de troca de mensagens com criptografia pode ser desenvolvido utilizando a Internet sem muitos recursos.
Outra forma de Tecnocídio é quando uma tecnologia interfere na vida de seu usuário de tal maneira que a tecnologia tende a ser exterminada se algo não mudar. O caso da GOL é um exemplo; a empresa investiu pesado em um sistema Alemão para controlar a grade de funcionários. Porém o sistema não respeitou a cultura e as leis do Brasil e acabou causando um enorme transtorno, com vôos atrasados e muitos outros cancelados, deixando de alocar equipes para atender os vôos já programados. Neste caso a companhia aérea deveria ter adquirido um software nacional ou contratado uma fábrica de software para desenvolver o sistema sem quebrar a cultura da própria empresa e as leis do país.
O surgimento de uma nova tecnologia não é o fim de outra, mesmo nos casos de evolução. Uma nova tecnologia pode ser um novo meio, conceito ou quebra de paradigma, mas jamais uma arma contra seus pares. O uso ou não de uma tecnologia está diretamente ligado as preferências, culturas e costumes dos seus usuários; afinal de contas quem não conhece os defensores do disco de vinil, os amantes dos filmes 8m, os admiradores do rádio, do ICQ entre outras plataformas e tecnologias do passado.
Porque o termo “Complexo de Second Life”? Leia aqui.
A tecnologia esta aí e a FIFA nem aí pra ela.
Posted by Willian Corrêa in Opinião on 22 de julho de 2010
Não sei qual o temor que habita a cabeça das pessoas que são contra o uso da tecnologia no futebol para evitar erros; mas talvez seja o único meio onde a tecnologia é repudiada de forma inconclusiva a favor de uma bandeira que se quer existe: a caixinha de surpresas que é o futebol e suas belezas.

A bola utilizada nos primórdios (1930) das Copas do Mundo
Um breve comentário ‘out of target’; quem é que não sabe que a beleza do futebol ficou no tempo de Pelé? Naquele tempo existia amor a camisa, raça, coragem, ousadia e criatividade de verdade; hoje a maioria está mais preocupada com a quantidade de dígitos do salário. Pena que não vivi aquela época e ótimo que o Youtube existe para lembrar e provar esta teoria.
Confesso que não gosto muito desse esporte a não ser quando o assunto é copa do mundo; acompanho todos os jogos que posso. Tive o desprazer de assistir os gols anulados, os que se quer foram dados e ainda as agressões não punidas com o rigor da regra em função dos repetidos erros da arbitragem.
Diante de tamanha repercussão dos erros cometidos seria lógico que no mínimo a FIFA discutiria o assunto e repensaria seu regulamento. De fato a discussão aconteceu, mas a decisão de adicionar dois árbitros, cada qual atrás de cada gol, é insistir no erro; visto que o problema é o fator humano. Errar é humano, não usar a tecnologia para minimizar isso é a linha tênue entre ignorância e tradição.
Se a tradição deve ser mantida sugiro que a bola e as chuteiras continuem as mesmas de 1930; pelo menos o discurso contra a tecnologia em prol das tradições seria mais coerente.
Qual o melhor Cloud Computing no Brasil? Nuvem aqui é fumaça.
Posted by Willian Corrêa in Mercado, Opinião on 13 de maio de 2010
O Cloud Computing chegou no Brasil como a Fórmula Indy, alardeado na mídia e promovido pelas grandes empresas interessadas. Na hora da largada, aquele momento onde você passa o cartão de crédito, vêm a surpresa e a decepção acompanhadas do doce-amargo sabor da verdade: fui enganado e só vi poeira.
Claro que essa sensação é para os técnicos. Os leigos simplesmente compram o frango e guaraná e pensam que levam um bacalhau e uma Clericot.
O que é Cloud Server?
CloudServer nada mais é do que a evolução dos servidores virtuais. Uma cloud tem como características básicas e fundamentais: espaço em disco ilimitado e capacidade de crescimento ou diminuição do processamento e memória RAM de forma instantânea.
A história resumida do Cloud Computing
Os servidores virtuais antes eram limitados ao seu próprio tamanho e para modificar era necessário fazer um novo deploy. A VMWare, umas das grandes de tecnologia em virtualização, colocou a equipe de engenharia para trabalhar e lançou um upgrade onde é necessário apenas o reboot do servidor. Além disso, os servidores virtuais passaram a armazenar suas informações em storages e então surgiu o CloudServer.
Cloud Computing fora do Brasil
Hoje a GoGrid é, sem sombra de dúvidas, a referência em Cloud Computing. Sua tecnologia permite que você administre a nuvem em uma interface simples, amigável, totalmente web 2.0. Com o arrastar do mouse é possível realizar o deploy de servidores virtuais e dedicados (físicos), criar storages (armazenamento) e ainda realizar Load Balancing com os servidores da nuvem; tudo em poucos minutos e cliques.
O mais interessante é que você paga pelo que você usa. Não há mensalidade fixa e o preço é justo e muito inferior ao praticado no Brasil. Existem alguns pacotes mensais que reduzem o custo e valem a pena também quando você tem dimensão mínima de quanto vai consumir.
Claro que não seria possível praticar os preços de lá aqui em nosso país, que alem de não produzir a tecnologia de hardware necessária, cobra impostos altíssimos. Porém em se tratando de software, o Brasil tem condições e potencial para oferecer o melhor é nesse ponto que começamos a história de ficção.
A Realidade Brasileira
No Brasil, o cloud computing é tratado como hospedagem. Você paga uma mensalidade por um pacote, que às vezes pode ser personalizado. O deploy de servidores demora em torno de 3 dias e é feito mediante a solicitação de serviço (Chamados). O valor é um pouco salgado, dado os impostos praticados sobre os equipamentos importados, já que o Brasil não fábrica a tecnologia, tão somente, às vezes, monta as peças chegadas do exterior.
Enquanto no modelo estrangeiro você consegue ter desempenho dinâmico, ou seja, se você por acaso tiver uma demanda inesperada na sua aplicação, em 10 minutos você terá quantos servidores quiser a disposição e funcionando para suportar a nova demanda. No modelo Brasileiro, você abre um chamado e aguarda pacientemente ou liga na central de atendimento esmurrando virtualmente o primeiro atendente e implorando por uma solução mais rápida.
Normalmente esse mesmo atendente irá sugerir que você simplesmente aumente a capacidade do seu servidor virtual e dê um reboot para que as alterações entrem em vigor. O que não faz sentido algum, pois quando a demanda inesperada esgotar você ficou com a conta mais gorda para pagar no final do mês. Enquanto no modelo estrangeiro você simplesmente remove o servidor virtual extra com um clique e paga pelas horas que de fato utilizou.
Lembrando que disponibilidade faz-se verdadeiramente elevando o número de entradas (servidores) e não da capacidade individual de um servidor; e posteriormente atrelando-se a um Load Balance para equalizar as demandas por servidor.
Pois bem, no Brasil Load Balance ainda é coisa do futuro, não vi e não encontrei nenhuma empresa de hosting que ofereça. Ou seja, Load Balance? No Brasil? Monte uma estrutura dedicada e compre o equipamento você mesmo.
Além disso, as principais fabricantes para Cloud Computing (Intel e VMWare) disponibilizam APIs para desenvolvimento de aplicações de gerenciamento do hardware. Pergunte-se agora porque então as maiores empresas de hosting que oferecem esse serviço não tem um painel onde você mesmo pode fazer o deploy da sua infra-estrutura. A resposta é simples, é mais fácil desenvolver um painel que envia um e-mail ou abre uma OS no helpdesk do que contratar uma fábrica de software e oferecer um serviço de qualidade para o cliente final. Além disso, é mais “vantajoso” colocar um caminhão de dinheiro na mídia (TV, Radio, Revista e Jornal) do que oferecer tecnologia e flexibilidade ao cliente.
Essa semana visitei uma empresa brasileira que esta desenvolvendo uma solução muito parecida com a GoGrid. Se de fato oferecem as mesmas condições ou próximas a isso como as estrangeiras, serei o primeiro a anunciar. Mas por enquanto não recomendo a contratação de Cloud Computing no Brasil.
A “tecnologia do futuro” ainda é futuro no Brasil.
Fui Ameaçado
Posted by Willian Corrêa in Mercado, Opinião on 8 de março de 2010
Antes que saia na impressa boatos ou histórias mal contadas gostaria de relatar um problema que vêm acontecendo desde a publicação do post “Qual a melhor ferramenta de e-mail marketing?”;
Venho sendo ameaçado de todas as formas possíveis. As acusações em geral são de que não fui imparcial e que a pesquisa foi comprada ou patrocinada pela empresa vencedora, a Dinamize ou que dei favorecimento, pois tenho certo nível de relacionamento com o Jonatas Abbott, um dos sócios da referida empresa.
Salariômetro?!?
Posted by Willian Corrêa in Mercado on 4 de março de 2010
O Governador de São Paulo, José Serra, lançou no dia 24/02 um site que mostra o salário médio praticado de acordo com a profissão. O Salariômetro, nome dado ao projeto por motivos óbvios, possui alguns filtros que permitem saber, por exemplo, o salário pago há um Analista no Brasil inteiro, ou é um estado e cidade específicos. Existem outros filtros como cor, sexo, idade, setor e escolaridade.
A idéia é interessante e se baseia nas informações que as empresas são obrigadas a passar para o governo. A grande questão é que ele não mede a informalidade e as “formas de contratação alternativas”.
Uma pesquisa, por exemplo, por Analista de Sistemas (Identificado no Salariômetro por Analista de Desenvolvimento de Sistemas), na cidade de São Paulo, SP, setor de serviços e escolaridade ensino superior completo; resulta em R$ 2.969,00. Alterando apenas a função para Programador, o resultado é R$ 2.177,00.
Mostro abaixo um quadro com médias de pretensão salarial, extraído de todos os currículos que a ASTL recebeu no ano de 2009 (algo em torno de 5 mil currículos).
| Função | CLT | Contrato PJ |
|---|---|---|
| Analista de Sistemas Sênior | R$ 5.952,00 | R$ 7.872,00 |
| Analista de Sistemas Pleno | R$ 3.234,00 | R$ 4.634,00 |
| Programador Sênior | R$ 3.350,00 | R$ 4.891,00 |
| Programador Pleno | R$ 2.380,00 | R$ 3.980,00 |
Posso afirmar que não são apenas pretensões salariais; elas de fato tornam-se salários. Outra fato que agrupei as funções de forma geral, sem especificar a área de conhecimento. Isolando programadores e arquitetos Java, por exemplo, fariam as médias crescerem pelo menos 35%.
Com base nesses números fica clara a extensão da informalidade e a necessidade de uma reforma tributária e da CLT. Claro que estou tratando aqui do setor de Tecnologia e o nicho de desenvolvimento de sistemas; mas acredito que de uma forma geral essa situação esteja repetida em todo o mercado.
Infelizmente o Brasil aceita e convive com certas condições de forma calada, sem grandes movimentos para que as coisas mudem.
Qual a melhor ferramenta de E-mail Marketing?
Posted by Willian Corrêa in Mercado, Opinião on 20 de janeiro de 2010
Costumo encerrar cada semestre com algum estudo ou pesquisa desenvolvida a respeito de alguma tecnologia que está em evidência ou cuja seja geradora de dúvidas em reuniões do meu dia-a-dia. A pergunta título do Post foi feita a mim algumas centenas de vezes no decorrer de 2009 em reuniões de projetos por clientes e parceiros ávidos por essa necessidade. Como não indico ou recomendo nada sem ter certo conhecimento, ao longo do último semestre desenvolvi um benchmark com as principais ferramentas disponíveis no mercado.
Para a minha surpresa, a ferramenta Top 1 é nacional e gaúcha. É importante dizer que não estou sendo patrocinado por nenhuma das ferramentas apresentadas e não fui influenciado pela nacionalidade da ferramenta nem seu Estado de origem. Pelo contrário, confesso que quando comecei tinha todos os preconceitos possíveis em relação às tecnologias nacionais existentes.
Observações Gerais
Este estudo não tem um rigor científico e trata-se de um benchmark realizado principalmente pela ótica de consumidor. Os parâmetros que usei para estabelecer o Ranking são auto-explicativos pelo seu nome e pelas observações que fiz.
Outros critérios como preço, tecnologia e inovação não foram considerados pois o objetivo é determinar a melhor ferramenta de e-mail marketing para o uso no dia-a-dia corporativo.
Ferramentas Analisadas
As ferramentas escolhidas para realizar o benchmark foram escolhidas principalmente pela sua notoriedade e história (tempo de existência). É sabido que hoje existem mais de 500 ferramentas disponíveis na Internet, neste caso como pré-requisito foram adotadas apenas as ferramentas pagas e onde o disparo pode ser realizado pela Web sem a necessidade de um programa instalado na máquina do utilizador.
- Carteiro Express – Nacional
- UolHost – E-mail Marketing – Nacional
- E-mail Marketing (LocaWeb) – Nacional
- EasyMailing Dinamize – Nacional
- iContact – Internacional
- VerticalResponse – Internacional
- ConstantContact – Internacional
A ordem apresentada acima não segue nenhuma regra de ordenamento e não é a classificação final desta avaliação.
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Complexo de Second Life: Formspring
Posted by Willian Corrêa in Opinião on 30 de dezembro de 2009
No meu tempo de colégio, entre a quarta e quinta série, era comum que as gurias criassem seus questionários. Cadernos ou diários com perguntas sobre vários assuntos, como “Qual sua cor favorita?”; abaixo de cada questão, várias linhas em branco para serem preenchidas pelos “entrevistados”. A primeira pergunta sempre era o nome completo. Assim, elas passavam esses cadernos para os guris preencherem e podiam saber “tudo” sobre a ala masculina da sala. Era uma brincadeira interessante e descontraída.
O formspring.me é quase isso. Trata-se de um site, onde você pode criar seu perfil com as informações básicas sobre vossa pessoa. Automaticamente você recebe uma URL que pode ser informada a pessoas do seu interesse e estas podem lhe fazer perguntas, qualquer pergunta. Você então responde, bloqueia ou simplesmente apaga a questão.
O diagnóstico de “Complexo de Second Life” começa por alguns fatos que quem o desenvolveu não levou em conta em seu planejamento, brainstorm, rascunho ou qualquer coisa do gênero – se é, claro, que houve algo do gênero. Dentre inúmeros pontos, citarei os principais, são eles:
- Como evita-se que uma pergunta não seja repetida inúmeras vezes de formas diferentes? Invariavelmente quem responde uma hora cansa de responder as mesmas coisas e quando isso acontece, o que era divertido e interessante passa a ser monótono e aos poucos deixa de ser utilizado.
- Existe alguma maneira de catalogar, classificar ou agrupar as perguntas? Não. Por mais incrível e óbvio que pareça, essa funcionalidade não existe. E quando houver milhares de perguntas? Quem vai passar da primeira página de perguntas e respostas?
- Não há como armazenar as perguntas e repetir a outros usuários. Imagine que você queira fazer uma enquete, ou seja, a mesma pergunta para várias pessoas de sua rede. Bom, pelo formspring.me você realmente não conseguirá fazer.
- Não há rede, você pode seguir pessoas, como no Twitter, mas não há nenhum princípio de interação mutua – um dos preceitos mais básicos da web 2.0.
- Não tem aplicabilidade ao mundo corporativo. Porque uma empresa utilizaria o formspring.me? Seria fácil responder se ferramentas como o Google Docs Forms ou EasyMailing Pesquisa não existissem. Uma empresa não teria como interagir e sim reagir às perguntas realizadas. No Twitter uma corporação pode contar o que está fazendo e interagir com seu público.
No último mês devo ter visto pelo menos 20 matérias na televisão, jornais e revistas sobre esta ferramenta. Obviamente não se atentaram a pontos determinantes para o sucesso de um projeto na web atual. Uma ferramenta que ignora leis básicas da Web 2.0 e usabilidade não merece tanto destaque e por esse motivo resolvi abordar este assunto.
Mesmo com todos os pontos fracos corrigidos, não só os citados, a aplicação não faria sucesso como fez e faz Orkut, YouTube e Twitter. Basicamente porque entretenimento na web, que é o principal artifício dessas redes sócias e ponto chave do sucesso, deve traduzir algum ponto da vida offline para o online. Explico de forma generalista:
Orkut
Nada mais é do que a tradução do cotidiano social. O Orkut traz para o mundo online o que nos fazemos no mundo offline: amizades, grupos de amigos, afinidades, reunião de pensamentos, bate-papo e troca de experiências. O Orkut faz tanto sucesso no Brasil pois expõe a vida cotidiana, é a “fofoca digital” e o Brasileiro é adepto e acostumado nesta cultura. FaceBook e LinkeIn fazem mais sucesso em outros países do que aqui pois tratam a vida particular de uma forma diferente, dando ênfase muita mais a vida profissional e o cotidiano coletivo, sem muita interferência no cotidiano particular.
YouTube
Um espaço para compartilhar em vídeo, a vida, o cotidiano e curiosidades. O que você antes fazia trocando e-mail, emprestando CDs e DVDs, reunindo pessoas em frente a TV agora você também pode fazer de forma mais rápida, democrática e sem maiores complicações. O YouTube também tirou o controle remoto da mão de muitas pessoas e no lugar colocou a câmera, quebrando a barreira do domínio e da centralização da informação principalmente nos países menos desenvolvidos.
O Twitter é uma ferramenta prática, simples e funcional. Quantas vezes começamos uma conversa perguntando ao outro: “E aí, o que você está fazendo?”. O Twitter vai além e permite que saibamos o que o outro está fazendo constantemente, o que está acontecendo naquele instante e até o que ainda esta para acontecer. Recentemente podemos divulgar tweets de quem seguimos propagando-os para nossa rede. É comunicação em massa em tempo real e livre, pois você escolhe quem quer “ouvir”.
O que o formsping.me traz da vida real? Nada. Possui algum nível de entretenimento, sim, mas tão fraco que haverá uma explosão de interesse pela ferramenta, se é que isso não está ocorrendo neste momento, e logo após um esquecimento quase que total. O estopim do interesse é a mídia, que por sua vez é voraz por novidades. Formspring.me, é novidade, mas não é inovador, não agrega, não satisfaz.
Outro ponto muito fraco da ferramenta é o estimulo e a integração com o Twitter, o que acredito que será fator alto de “unfollows”. Esta semana li exatamente 32 tweets daqueles que sigo reclamando de pessoas da sua rede divulgando e tweetando as perguntas do formspring. Obviamente o Twitter não tem esse propósito e a utilização dessa maneira chega ao ponto de ser inconveniente.
Alguns famosos já estão na ferramenta, como Thedy Corrêa músico, compositor e vocalista da banda Nenhum de Nós. Acessei seu formspring e encontrei uma barra de rolagem com milhares de perguntas. Durante os cinco minutos de paciência e muita bobagem que li, encontrei duas perguntas e suas respectivas respostas que resumem este assunto:
- Você vai responder todas as perguntas que te fizerem aqui ou vai selecionar só algumas?
Responder TODAS, menos as repetidas… - Onde tu arranja tanta paciência para responder tantas perguntas (inclusive essa daqui?)
Sou um sujeito paciente por natureza…
A origem do termo “Complexo de Second Life” é explicada em outro post.
Quem apagou a luz?
Posted by Willian Corrêa in Opinião on 27 de dezembro de 2009
Não sei. Segundo a CEEE – Companhia Estadual de Energia Elétrica – foram problemas pontuais na rede. Não sei se existe definição ou parâmetro para determinar o que é um problema pontual, mas fato que nesses 10 dias que estou no Rio Grande do Sul pelo menos 18 interrupções no fornecimento ocorreram. Veja bem, não foram picos ou cortes de minutos. No menor dos casos a duração foi de 2 horas.
Fato que não estou na Capital, e sim em Guaíba, distante 30km de Porto Alegre. Mas tenho quase certeza que ambas as cidades existem e vivem no mesmo século. É uma das principais cidades do estado, historicamente e economicamente.
Outro fato que me chamou a atenção é de que a Lei do SAC simplesmente não existe para esta companhia. Liguei no SAC da CEEE para registrar a reclamação, 25 minutos de espera, 3 transferências e nada de número de protocolo nos primeiros minutos de ligação. Depois de ficar ouvindo a gravação tortuosamente e de forma repetida fui atendido e consegui registrar a reclamação. Registrei apenas 4 vezes, a cada interrupção; depois da quinta vez desisti de reclamar, afinal de contas a cada vez que eles retornavam a ocorrência informavam uma desculpa qualquer. A primeira foi de que um fusível queimou. A segunda foi a de que o transformador partiu dessa para uma melhor. A terceira foi de que um poste havia sofrido danos. Na quarta vez um problema na subestação. Bom, na quinta vez liguei para oferecer serviços de simpatia e benzedura; infelizmente não gostaram da minha proposta.
Resumo tudo como simples descaso de uma companhia que merece ser privatizada para ser salva da burocracia e incompetência de gestão da máquina pública. Vide o caso da telefonia quando foi privatizada ou mesmo o caso da Eletropaulo em São Paulo. Os bairristas do meu estado que me perdoem, de nada adianta bater no peito e falar “A CEEE é nossa” se ela não funciona.
Havia me programado para atualizar o planejamento da empresa e finalizar alguns trabalhos de pesquisa que tenho desenvolvido, já que nessa época do ano, pelo menos para mim, é muito fácil ficar off. Mas agradeço a CEEE pelas férias forçadas e pela sauna já que em Guaíba nessa época do ano 36Cº é “normal”.
Covardes
Posted by Willian Corrêa in Opinião on 19 de outubro de 2009
Procurei no Google e não encontrei um termo mais adequado do que “Covardia Profissional” para descrever o abandono de posto de trabalho sem justificativa ou mesmo sem aviso. Dois “profissionais” na última sexta-feira simplesmente não voltaram do almoço, desligaram seus celulares e como se abduzidos, sumiram deste planeta.
Não fico surpreso mais, no total já foram cinco casos como este em menos de dois anos. Houve um caso, que sempre comento nas festas de final de ano da empresa, onde um programador disse que precisava telefonar para fulano e tinha que ser um telefone público por motivos duvidosos, resultado: nunca mais apareceu. Há quem diga que ele vaga entre a Consolação e Angélica até hoje procurando um “orelhão” – nome pelo qual nós gaúchos chamamos o telefone público. Este aconteceu no primeiro dia de trabalho, dos males o menor, pois o último ocorrido aconteceu com mais de 45 dias de trabalho.
Covardia. Da mesma forma que aceitou entrar para o time, por que não ter a hombridade e a sinceridade de falar que não gostou ou simplesmente pedir demissão. A revelia abandonar, deixar colegas e pares “na mão” e quebrar com todo um ciclo de trabalho; realmente não tenho outro adjetivo para qualificar tal atititude.
Não divulgarei nomes, pois uma das partes dessa história precisa agir com ética e profissionalismo.


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